Autor: ame-df_admin
Polinização por diferentes espécies de abelhas é essencial na produção de morango
A presença de uma diversidade de abelhas nas flores do morangueiro melhora a produtividade, a qualidade e até aumenta a durabilidade da fruta. Estudos demonstram que morangos polinizados por diferentes espécies desses insetos são mais pesados (possuem maior massa fresca), apresentam menos deformações, coloração vermelha mais intensa e atingem grades de classificação comercial mais elevadas. Eles também são mais firmes e apresentam maior tempo de prateleira.
Manejo Avançado e Conservação de Meliponíneos
Barreto, L.S. , & Teixeira, A.F.R.
Quem são as abelhas sem ferrão? São abelhas que formam colônias permanentes; possuem uma vida do tipo eussocial, pois, entre outras coisas, dividem o trabalho (presença de castas), as irmãs se conhecem e a rainha entra em contato com as irmãs (sobreposição de gerações). Contudo, apesar dessas abelhas serem conhecidas como abelhas sem ferrão, elas possuem um vestígio deste, o que leva a crer que durante a evolução o ferrão tenha perdido a função de defesa. As abelhas sem ferrão apresentam uma distribuição geográfica basicamente pantropical e estudos e iniciativas estão sendo desenvolvidos com o objetivo de se conhecer a biologia e o comportamento de cada espécie a fim de se ter um melhor plano de manejo e de conservação destes potenciais polinizadores da flora tropical.
Uma análise da teoria sobre a ação humana e suas consequências para as abelhas nativas sociais
Andrews Josiel Zapechouka, Frederico Fonseca da Silva
O presente trabalho é em relação às abelhas nativas sociais e como a ação humana interfere na existência desses insetos. Buscando responder como a atitude humana tem colaborado no declínio das abelhas nativas sem ferrão e quais atitudes podem ser tomadas para que isso diminua. Este tipo de estudo é importante para mostrar a importância das abelhas nativas sociais para a sociedade e a natureza, e também para incentivar atitudes que colaborem com a preservação. O objetivo central é analisar as ações humanas e suas consequências para as abelhas nativas. Os objetivos específicos são: Explicar algumas generalidades desses insetos que são subdivididos em diversas espécies; analisar a ação humana como agente causador da diminuição dessas abelhas; mostrar algumas atitudes que colaboram para a preservação delas. A hipótese da pesquisa é: as atitudes humanas antiecológicas são os principais fatores para o declínio das espécies nativas de abelhas. A pesquisa foi totalmente bibliográfica por meio de revisões de artigos científicos, livros e manuais que tratam sobre a criação desses insetos. Os principais resultados colhidos foram no geral confirmando a hipótese ações diretas como queimadas e desmatamento acentuam o declínio desses animais e podem levá-los a extinção, o que causaria vários impactos como a eliminação de vegetais que precisam da polinização das abelhas nativas, porém, com a conscientização e a valorização da atividade de criar esses insetos de uma maneira economicamente viável colabora para a conservação e o aumento das espécies na natureza.
Os insetos que também podem sentir felicidade e depressão
Por décadas a fio, pensar que os insetos têm sentimentos era considerado uma heresia – mas, com cada vez mais evidências, os cientistas estão rapidamente reconsiderando essa ideia.
Era um agradável dia de outono em 2014, quando David Reynolds começou a falar em uma reunião importante na sede da prefeitura de Chicago, nos Estados Unidos – uma construção grandiosa, com suas belas escadas de mármore, colunas clássicas com 23 metros de altura e tetos em forma de abóboda.
Estudo confirma que a presença de abelhas impulsiona produção de frutas em 20%
A presença de abelhas em lavouras de maçãs, melancia, amêndoas, melão, manga, abacate, framboesa e blueberries (mirtilo) pode levar a um ganho de produtividade superior a 20%, indicam testes feitos pela multinacional ISCA Tecnologias em pelo menos dez países. . Fundada por brasileiros de Ijuí, interior do Rio Grande do Sul, a empresa, com sede no Brasil e Estados Unidos, conseguiu desenvolver um produto à base de semioquímicos, que atrai as abelhas para os pomares e estimula a polinização. O semioquímico é uma formulação desenvolvida em laboratório, biodegradável, que simula o feromônio, odor emitido pelos insetos para se comunicar.
Por que o mel é um superalimento para as abelhas
Não é surpresa para ninguém que as abelhas sabem muito sobre o mel.
Elas não são apenas produtoras como também consomem o mel — e de forma muito sofisticada. Ofereça a uma abelha doente diferentes variedades de mel, por exemplo, e ela escolherá aquela que melhor combate a sua infecção.
Já as pessoas têm muito a aprender com as abelhas com relação às características nutricionais do mel. Poucas décadas atrás, a maioria das listas de “alimentos funcionais” — aqueles que oferecem benefícios à saúde além da nutrição básica — não mencionava o mel, segundo a entomologista May Berenbaum, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, nos Estados Unidos. “Até os apicultores — e, com certeza, os cientistas que estudavam as abelhas — consideravam o mel nada mais do que água com açúcar”, segundo ela.
Ações humanas influenciam na existência de abelhas e vespas solitárias
O programa Ambiente É o Meio desta quarta-feira (4) conversa com a pesquisadora Paula Carolina Montagnana, doutora em entomologia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, sobre a influência da ação do homem em abelhas e vespas solitárias.
Segundo a pesquisadora, é muito comum encontrar espécies de abelhas e vespas solitárias no meio ambiente, sendo que a presença dessas espécies funciona como um indicador biológico da qualidade ambiental do local.
As cores que abelhas e outros polinizadores realmente veem nas plantas
No terceiro episódio da série documental A vida em cores, que estreou em fevereiro de 2021 na plataforma de vídeo Netflix, o naturalista e apresentador britânico David Attenborough acompanha, curioso, a montagem de uma câmera fotográfica com um filtro ultravioleta. Apontado para uma flor que parece inteiramente amarela, o aparelho capta, em tempo real, a imagem que reflete a luz branca e simula a visão humana e outra que mostra o resultado da luz ultravioleta. “Parece que a flor tem marcas pretas nas pétalas”, diz ele, admirado, ao observar a imagem em ultravioleta e apontar para os traços que aparecem próximo ao miolo da flor. “Muitas aves, lagartos, insetos e alguns peixes enxergam ultravioleta. Estão reagindo a coisas que não podemos ver”, observa ele.
Regulamentação valoriza mel de abelhas nativas no Pará
Os méis das abelhas nativas (ou abelhas sem ferrão) obtidos no estado do Pará têm agora padrões de qualidade adaptados. Uma publicada pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) classifica a origem, a composição e requisitos de cor, sabor, aroma e parâmetros de pureza do produto.
O regulamento, publicado em novembro de 2021 no Diário Oficial do Estado do Pará (portaria N ° 7554/2021) , tem como objetivo, estabelecer a identidade e os requisitos de qualidade que o mel de abelhas sem ferrão destinado ao consumo humano. A teve participação da equipe do projeto Agrobio, coordenado pela Embrapa Amazônia Oriental, e financiamento no âmbito do Fundo Amazônia/BNDES.