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Estiagem favorece ataques de abelhas; saiba como agir

Com a chegada do período de estiagem no Distrito Federal, aumentam os focos de queimadas no Cerrado — e, com eles, também cresce a migração forçada de animais silvestres para áreas urbanas. Um dos reflexos mais preocupantes desse desequilíbrio ambiental é o aumento dos ataques de abelhas. Sem abrigo em seus habitats naturais destruídos pelo fogo, enxames buscam novos locais para se instalar, o que pode gerar episódios de estresse e agressividade.

Abelhas nativas sem ferrão são tema de ciclo de palestras

No Instituto Brasília Ambiental, a edição do projeto Ciclo de Palestras deste mês contou com a apresentação dos resultados preliminares dos trabalhos realizados em unidades de conservação (UCs) do Distrito Federal pelo meliponicultor Roberto Montenegro e pela bióloga Débora Pires Paula. O foco dos estudos são as abelhas nativas de ferrão atrofiado, popularmente chamadas de abelhas nativas sem ferrão.

Durante o evento, transmitido pelo canal do instituto no YouTube, Montenegro apresentou uma prospecção das abelhas brasileiras, dos grupos meliponíneos (a exemplo da jataí e da uruçu-amarela) e solitárias (centris e euglossa) sem ferrão encontradas nas UCs do DF. O pesquisador falou sobre características, castas sociais, ornamentação da entrada dos ninhos, espécies e importância das abelhas para a humanidade e fator econômico.


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Pesquisadores e meliponicultores trabalham juntos para salvar abelha em risco de extinção

A abelha Uruçu Amarela do Cerrado (Melipona rufiventris), sem ferrão, capaz  de produzir até cinco quilos de mel por colônia ao ano, é o elo entre pesquisadores e técnicos da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF), de instituições parceiras e meliponicultores (criadores de espécies de abelhas nativas) em uma pesquisa inédita para evitar sua extinção.  

O inseto é responsável pela polinização de imensas áreas naturais e agrícolas e pela renda de pequenos produtores e agricultores familiares. Sua raridade, na natureza e na meliponicultura (criação racional de abelhas nativas sem ferrão), faz com que seus produtos tenham maior valor agregado.

Abelhas prevendo o futuro?

Segundo um artigo recentemente publicado na Science, abelhas mamangava (B. terrestris) propositalmente danificam folhas de plantas ainda sem flores para antecipar a produção floral e terem pólen mais rápido.[1]

Para comprovar que elas podiam acelerar a floração, evidenciar que fazem isso porque querem e descartar ser um instinto específico a plantas específicas, os pesquisadores pegaram duas espécies diferentes de plantas e compararam o tempo de floração diante de dois estímulos.

Um estímulo estava em deixar que as abelhas danificassem as plantas elas mesmas, enquanto outro estímulo era de imitar isso e danificar as plantas com ferramentas humanas. Os pesquisadores também deixaram plantas em condição de controle (sem dano/estímulo) para comparar a diferença.

Pássaros e abelhas impactam em mais qualidade para os grãos de café

A polinização por abelhas e o controle de pragas por pássaros, contribuições já presentes na natureza, auxiliam, e muito, para o desenvolvimento de grãos de café maiores e mais abundantes.

Um estudo inovador descobriu que sem esses dois “ajudantes” os cafeicultores veriam uma queda aproximada de 25% nos rendimentos das colheitas. Bem como uma perda de aproximadamente US$ 1.066 por hectare de café. O estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) foi repercutido em reportagem no portal da Revista Planeta.

Mel néctar dos deuses produzido por insetos

Não é de hoje que a humanidade descobriu o poder do mel e suas propriedades terapêuticas. Ele foi como a energia elétrica para a Antiguidade. Nas casas e ruas, velas e tochas feitas com a cera das abelhas podiam ficar acesas durante horas. Também era um conservante de uso geral: servia para manter os alimentos, a pele e os mortos embalsamados em bom estado.

Abelha nativa brasileira é capaz de compensar o declínio de outros polinizadores

Em quase toda a América do Sul é possível encontrar uma espécie de abelha sem ferrão nativa do Brasil, de cor negra reluzente e bastante agressiva, conhecida popularmente como irapuá ou arapuá (Trigona spinipes).
Um estudo realizado no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), em colaboração com a University of Texas em Austin, nos Estados Unidos, constatou que a onipresença da irapuá na região sul-americana pode estar relacionada à capacidade de as abelhas reprodutoras dessa espécie se dispersarem por longas distâncias e colonizar habitats degradados.

Paraná distribui colmeias de abelhas sem ferrão em parques

Um programa para a instalação de colmeias de abelhas nativas sem ferrão em parques urbanos acaba de ser lançado pelo governo do Paraná. A ação faz parte do Poliniza Paraná, desenvolvido pela Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest), que tem como objetivo espalhar para 398 municípios os Jardins de Mel idealizados pela Prefeitura de Curitiba.

Fumacê: o que é, para que serve e como pode afetar a saúde

O fumacê é uma estratégia encontrada pelo governo para controlar as populações de mosquitos, e consiste em passar um carro que emite uma “nuvem” de fumaça com baixas doses de um agrotóxico que elimina a maior parte dos mosquitos adultos presentes na região. Esta é uma técnica muito utilizada durante períodos de epidemia para eliminar mosquitos e evitar a transmissão de doenças como a dengue, a Zika ou a Chikungunya.

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