Na campanha Conhecer para Conservar, a AMe-DF orienta a população sobre a identificação e a conservação das abelhas-nativas-sem-ferrão, incentivando atitudes responsáveis diante da presença de colônias em residências e outros espaços.
Antes de agir, descubra quem está aí.
Abelhas-nativas-sem-ferrão, abelhas africanizadas e vespas podem ocupar telhados, paredes e outras estruturas das edificações. Para quem não está acostumado a observá-las, situações muito diferentes podem parecer iguais à primeira vista.
1 — GUAXUPÉ (Trigona hyalinata)
Abelha-nativa-sem-ferrão
2 — ABELHA AFRICANIZADA (Apis mellifera)
Abelha com ferrão
3 — VESPA (MARIMBONDO)
Não é uma abelha
Parecem situações semelhantes, mas não são. Identificar corretamente quem está no local é o primeiro passo para saber como agir.
Depende. Abelhas e vespas apresentam características e formas de defesa muito diferentes:
As abelhas-nativas-sem-ferrão (ANSF) possuem o ferrão atrofiado e, por isso, não conseguem ferroar. Isso não significa que não se defendam: algumas espécies podem morder, enroscar-se nos cabelos ou apresentar outros mecanismos de defesa.
As abelhas africanizadas (Apis mellifera) possuem ferrão e podem defender intensamente suas colônias. Não tente remover ou manipular uma colônia por conta própria. Procure profissionais capacitados ou os serviços competentes.
As vespas (marimbondos) não são abelhas. Muitas espécies possuem ferrão e podem defender seus ninhos. Algumas capturam outros insetos para alimentar suas larvas, enquanto os adultos também podem consumir néctar.
Não use fogo, veneno ou inseticida para eliminar a colônia.
Não tente capturá-la, removê-la ou fechar sua entrada por conta própria.
Procure identificar quem está no local e busque orientação adequada sobre como proceder.
Na maioria das situações, não é preciso agir imediatamente. Mantenha distância, não perturbe os insetos e procure orientação antes de qualquer intervenção.
1 NÃO MEXA
Não toque no ninho, não bata na estrutura e não tente fechar sua entrada.
2 MANTENHA DISTÂNCIA
Evite permanecer próximo à colônia e mantenha crianças e animais afastados, especialmente se houver intensa movimentação ou comportamento defensivo.
3 REGISTRE À DISTÂNCIA
Se puder fazer isso com segurança, fotografe ou filme usando o zoom do celular. Imagens da entrada do ninho e dos insetos podem ajudar na identificação.
4 PROCURE IDENTIFICAR
Observe as características dos insetos para distinguir abelhas-nativas-sem-ferrão, abelhas africanizadas, vespas (marimbondos) e outros grupos. Saber quem está no local ajuda a definir a conduta adequada.
5 BUSQUE ORIENTAÇÃO
Se houver risco, incômodo significativo ou necessidade de intervenção, procure profissionais capacitados ou os serviços competentes.
Nem sempre. Muitas abelhas-nativas-sem-ferrão conseguem viver em áreas urbanas sem representar um problema para as pessoas.
Uma colônia instalada em um muro, parede, poste ou outra estrutura não precisa ser removida apenas por estar ali. Se não houver risco, conflito com o uso do local ou necessidade de intervenção na estrutura, a convivência pode ser a melhor forma de protegê-la.
Algumas espécies, porém, apresentam comportamento defensivo mais intenso ou podem se instalar em locais onde a convivência se torna difícil. Nesses casos, é importante avaliar a situação antes de decidir pela remoção.
Antes de perguntar “como retirar?”, vale perguntar: “é possível conviver?”
É POSSÍVEL CONVIVER?
→ Preserve a colônia no local.
HÁ RISCO OU CONFLITO QUE IMPEÇA A CONVIVÊNCIA?
→ Busque orientação para avaliar a situação e definir como proceder.
Arapuá (Trigona spinipes) – Foto: Roberto Montenegro
As abelhas fazem muito mais do que produzir mel. Ao visitar as flores em busca de alimento, muitas delas transportam pólen entre as plantas e contribuem para sua reprodução.
Esse trabalho ajuda na formação de frutos e sementes e na manutenção da vegetação e da biodiversidade. Nas cidades, jardins, quintais, parques, hortas e áreas verdes também podem oferecer alimento e abrigo para diferentes espécies de abelhas.
Proteger uma colônia é proteger uma pequena parte dessa rede de vida.
As abelhas-nativas-sem-ferrão apresentam uma extraordinária diversidade de formas, tamanhos, ninhos e comportamentos. Algumas vivem discretamente em pequenas cavidades; outras constroem ninhos muito visíveis. Conhecê-las ajuda a compreender essa diversidade e a conviver melhor com as espécies que vivem perto de nós.
Conheça a diversidade das abelhas-nativas-sem-ferrão do Distrito Federal, suas características, hábitos de nidificação e importância para a conservação do Cerrado.
Conheça os cursos da AMe-DF e aprenda de forma estruturada sobre as abelhas-nativas-sem-ferrão e sua criação.
Envie algumas informações e fotografias. A AMe-DF poderá auxiliar na identificação inicial e orientar sobre como proceder. Os registros também poderão contribuir para ampliar o conhecimento sobre a ocorrência de abelhas em áreas urbanas do Distrito Federal.
Conhecer é o primeiro passo para conservar.
Ao observar antes de agir, você ajuda a proteger as abelhas e a biodiversidade que compartilham conosco os ambientes urbanos.
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